4. Design Inclusivo e Princípios de Acessibilidade na Web # Projeto 1

No âmbito dos princípios de design inclusivo, é possível afirmar que a nossa aplicação é “flexível ao uso”, sendo simples e intuitiva bem como o facto de “os espaços e as dimensões dos objetos multimédia integrados no trabalho são apropriados para a interação, alcance, manipulação e uso, independentes do tamanho, postura ou mobilidade do utilizador”; além disso, o design do nosso projeto “minimiza o risco e as consequências adversas das ações involuntárias ou previstas, sendo fácil o utilizador reencontrar-se no caso de efetuar alguma ação indesejada”. No entanto, a aplicação não é “acessível a pessoas com todos os tipos de deficiências” e depende da “experiência que o utilizador tem com o dispositivo”, o que é desfavorável. Por último, o design não ”comunica eficazmente as informações necessárias ao utilizador independentemente das condições ambientais em que este se encontre e da sua capacidade sensorial”.

A metáfora mental escolhida para interagir com os utilizadores, prende-se com uma lógica de descoberta e de construção de um percurso próprio, sendo que a informação encontrada é vista como uma mais-valia. Os contextos de uso adversos que são possíveis de se definir para a nossa aplicação são a cegueira ou percentagem de visão inferior a 100%, a surdez e uma deficiência motora que não permita com que o utilizador consiga interagir com um iPad. Ao ter em conta estas situações, tentámos contorná-las ao máximo, de forma a que a nossa aplicação pudesse chegar ao máximo número possível de utilizadores e para que pudesse prezar o valores como a acessibilidade e a funcionalidade.

Deste modo, no que diz respeito à pessoa cega ou com menor capacidade de visão, optámos por conceber a aplicação em HTML5 para que leitores de ecrã como o JAWS ou o “adesigner” pudessem ler as alt-tags; além disso, a informação é disponibilizada em formato texto (à exceção dos vídeos),  a compreensão da informação não é apenas baseada em diferenças de cor (criámos ícones), fez-se uso de um contraste elevado, as diferenças de cor não se baseiam no contraste vernelho/verde, não foram utilizadas tabelas e prezou-se pela simplicidade na forma. O tipo de letra escolhido para a aplicação é Helvetica que é uma fonte do tipo “Sans Serif”, o que lhe confere maior legibilidade. Quanto à pessoa surda, infelizmente não incluimos uma janela com tradução para língua gestual nos vídeos e/ou legendas, pelo que o conteúdo deste elemento multimédia não é acessível. No que diz respeito à pessoa com deficiência motora que não consegue interagir com o iPad, não criámos nenhuma forma desta poder interagir com a nossa aplicação.

Importa agora analisar o noso projeto de visualização de informação aos olhos dos princípios orientadores da acessibilidade (1.0/2.0) e das suas diretrizes disponíveis no website do W3C. Sendo assim:

Princípio 1: Perceptível – A informação e os componentes da interface de utilizador têm de ser apresentados aos utilizadores em formas que eles possam percepcionar.

Diretriz 1.1: Fornecer alternativas em texto para qualquer conteúdo não textual permitindo, assim, que o mesmo possa ser alterado noutras formas mais adequadas à necessidade da pessoa, tais como impressão em caracteres ampliados, braille, fala, símbolos ou linguagem mais simples.

A nossa aplicação cumpre em parte este princípio e esta diretriz tendo em conta que toda a informação disponível se encontra em formato texto, à exceção da que se encontra nos vídeos.

Directriz 1.2: Multimédia Baseada no Tempo: Fornecer alternativas para multimédia baseada no tempo.

Infelizmente, o nosso projeto não fornece vídeos pré-gravados e os vídeos incluídos não contêm legendas.

Directriz 1.3: Adaptável: Criar conteúdos que possam ser apresentados de diferentes maneiras (por ex., uma disposição mais simples) sem perder informação ou estrutura.

As informações e a estrutura transmitidas através da aplicação podem ser determinadas por programação e as primeiras estão disponíveis em texto, à exceção das que compõem os vídeos. As instruções fornecidas para compreender e utilizar o conteúdo dependem das características sensoriais dos componentes, tais como forma, tamanho, localização visual, orientação ou som.

Directriz 1.4: Discernível: Facilitar a audição e a visualização de conteúdos aos utilizadores, incluindo a separação do primeiro plano e do plano de fundo.

Na aplicação, a cor não é utilizada como o único meio visual de transmitir informações, indicar uma acção, pedir uma resposta ou distinguir um elemento visual (presença de ícones e de elementos fotográficos). Não existem sons a reproduzir automaticamente e os vídeos existentes também não o fazem.

Princípio 2: Operável – Os componentes da interface de utilizador e a navegação têm de ser operáveis.

Directriz 2.1: Acessível por Teclado: Fazer com que toda a funcionalidade fique disponível a partir do teclado.

Esta diretriz não se aplica propriamente à nossa aplicação pois o iPad é um dispositivo que não contém teclado físico; a interação com a aplicação deve ser feita através de gestos naturais e simples.

Directriz 2.2: Tempo Suficiente: Fornecer tempo suficiente aos utilizadores para lerem e utilizarem o conteúdo.

No nosso projeto, a interação é totalmente livre, pelo que o utilizador pode demorar o tempo que precisar para processar a informação. Nos vídeos, existem comandos de play e de pause.

Directriz 2.3: Ataques Epilépticos: Não criar conteúdo de uma forma conhecida por causar ataques epilépticos.

Na nossa aplicação não existe qualquer conteúdo com mais de três flashes no período de um segundo, ou o flash encontra-se abaixo dos limites do flash em geral ou de flash em vermelho.

Directriz 2.4: Navegável: Fornecer formas de ajudar os utilizadores a navegar, localizar conteúdos e determinar o local em que se encontram.

Não há um mecanismo que permita ignorar blocos de texto repetidos. As páginas têm sempre titulo e o significado bem como a operabilidade são sempre preservados.

Princípio 3: Compreensível – A informação e a operação da interface de utilizador têm de ser compreensíveis.

Directriz 3.1: Legível: Tornar o conteúdo de texto legível e compreensível.

O nosso projeto cumpre em parte esta diretriz pois apesar de existirem dois níveis de leitura, o idioma não pode ser determinado pelo utilizador e não existem mecanismos de ajuda em caso palavras invulgares ou abreviaturas. No entanto, não devem surgir palavras invulgares ou abreviaturas que o utilizador desconheça dado que o intuito do nosso trabalho é clarificar e explicar uma dada temática (salto de Felix Baumgartner e respetiva inovação científico-tecnológica).

Directriz 3.2: Previsível: Fazer com que as páginas Web surjam e funcionem de forma previsível.

Esta diretriz é cumprida pois a navegação é consistente.

Directriz 3.3: Assistência de Entrada: Ajudar os utilizadores a evitar e corrigir erros.

Esta diretriz não se coloca diretamente no nosso projeto pois não são necessários dispositivos de entrada para que a aplicação funcione.

Princípio 4: Robusto – O conteúdo tem de ser robusto o suficiente para poder ser interpretado de forma fiável por diversos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.

Este princípio é cumprido pois os controlos HTML normais já cumprem este critério de sucesso quando utilizados de acordo com a especificação.

Por fim, é possível concluir que o grupo de trabalho fez um esforço no sentido de tornar a aplicação o mais acessível possível, sendo que esta cumpre vários pressupostos neste âmbito, o que nos deixa satisfeitas. Se tivéssemos mais tempo para desenvolver este projeto, certamente que limaríamos algumas arestas, de modo a fazer com que este versasse ainda mais as questões ligadas à acessibilidade.

Por: Ana Castro, Luisa Gomes & Sara Macedo

Bibliografia:

W3C (página consultada a 10 de Dezembro de 2012). “Noções sobre os quarto princípios da acessibilidade” [em linha]. Disponível em: URL:http://www.acessibilidade.gov.pt/w3/TR/UNDERSTANDING-WCAG20/intro.html#introduction-fourprincs-head

W3C (página consultada a 10 de Dezembro de 2012).”Electronic and Information Technology Accessibility Standards (Section 508)” [em linha]. Disponível em: URL: http://www.access-board.gov/sec508/standards.htm#Subpart_c

W3C (página consultada a 19 de Janeiro de 2013), “Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0” [em linha]. Disponível em: URL: http://www.acessibilidade.gov.pt/w3/TR/WCAG20/index.html

ERGONOMIA DAS APLICAÇÕES MULTIMÉDIA (página consultada a 19 de Janeiro de 2013), “WAI/W3C” [em linha]. Disponível em: URL: http://moodle.up.pt/mod/resource/view.php?id=11615

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