(SEGUNDA VERSÃO) 2.Primeiro Guião e Storyboard “lo-fi” # Projeto 1

Antes de explicar o desenvolvimento do nosso storyboard lo-fi é importante perceber qual a relevância do mesmo na fase inicial de um projeto que se prende com a boa comunicação entre os membros da equipa e com a apresentação do projeto a entidades exteriores. Prende-se, de igual modo, com a resposta a várias questões como a usabilidade e a acessibilidade bem como a organização de ideias a integrar no projeto. De acordo com Joel Sklar, na obra “Principles of Web Design”, aqui estão algumas vantagens da elaboração de um storyboard lo-fi: “Plan your site by creating a storyboard flowchart that shows the structure and logic behind the content presentation and navigation choices you offer. You can sketch your site with paper and pencil or create it using flowcharting software. Sometimes it is helpful to use sticky notes or cards to plan the structure visually. This method lets you easily move pages from one selection or level to another. Whichever method you choose, this preliminary planning step is one of the most important in planning your site. You can move pages and whole sections of content freely, plan navigation paths, and visualize the entire site. This is the stage at which to experiment and refine your designs.” (2009:75)

No que diz respeito ao nosso projeto, importa referir novamente que o contexto de uso definido é o iPad, se bem que se houver tempo, há a intenção de desenvolver a mesma aplicação para pc/laptop. Quanto às personas, estas ainda não se encontravam bem definidas aquando da elaboração do ensaio anterior mas agora já se encontram estabelecidas. De acordo com Charles B. Kreitzberg, este conceito pode ser definido como “uma das ferramentas básicas de design de experiência do usuário  […] é uma descrição de uma pessoa fictícia que representa um segmento de usuário do software que se está a desenvolver”. Segundo o mesmo autor, a criação de personas facilita a conceção do design de um produto final; torna-se mais fácil a escolha do layout que mais se adequa ao utilizador bem como os recursos a usar. Ajuda, de igual modo, a perceber que tecnologia irá envolver o usuário assim como a interface que mais se adequa às necessidades do público-alvo. Assim, as nossas personas têm por base o público-alvo a que se destina o P3 devido à sua natureza jovem e irreverente que, de certo modo, nos inspirou. A nossa aplicação será desenvolvida para jovens entre os 18 e os 35 anos, de preferência a frequentar o ensino superior ou recém-chegados ao mercado de trabalho.

A tecnologia escolhida para o desenvolvimento do projeto foi HTML5 tanto por questões de acessibilidade como por termos gosto em saber mais sobre esta linguagem que, por agora, desconhecemos; além disso, numa fase futura, pretendemos testar a aplicação no seu contexto de uso, sendo que o iPad não lê Flash (a outra opção que estávamos a ponderar).

O primeiro storyboard lo-fi que realizámos (imagens 1 e 2) revelou-se pouco funcional e atrativo. Quando o desenhámos, o paradigma das GUI (Graphical User Interface) ainda se encontrava demasiado presente na nossa mente. De facto, o nosso menu é muito semelhante aos que se podem encontrar num pc ou laptop. O menu foi dividido em seis categorias diferentes que correspondem aos seis botões do menu, respetivamente. As perguntas que estão nos retângulos cinzentos deveriam deslizar para cima quando se fizesse Tap. As setas que estão em cada lado representam o Swype que o utilizador pode fazer para visualizar mais itens do menu que futuramente se possa incluir.

Página Inicial (storyboard lo-fi)

Página Inicial (storyboard lo-fi)

Página de Resultados (storyboard lo-fi)

Página de Resultados (storyboard lo-fi)

Os quadrados no lado esquerdo representam um submenu imagético dos elementos que o utilizador pode encontrar na aplicação (“Cápsula”, “Balão”, “Fato”, “Pára-quedas”, “Comunicação” e “Câmaras”). Depois de se fazer Tap na imagem pretendida, esta abre ao lado direito, sendo possível encontrar três subdivisões que correspondem a três fases da missão Red Bull Stratos. O espaço a branco está reservado para o texto com as informações a incluir, sendo que estas serão acompanhadas por uma fotografia ou imagem. Por fim, o ponto de interrogação é um botão que serve para o utilizador poder ver a pergunta que diz respeito ao elemento em questão. Pretendemos que estas perguntas sejam um segundo nível de informação que, em princípio, só os utilizadores mais curiosos e interessados em saber mais.

Devido à nossa experiência e pouca familiarização com o ambiente de uso do iPad, quando reparámos de que o iPad oferecia a possibilidade de rodar o ecrã, apercebemo-nos de que este storyboard não era funcional, pelo que tivemos de o reformular em vários níveis.

Começámos, portanto, por mudar a posição do menu, colocando-o numa das zonas de mais fácil interação. A disposição funcionava bem mas voltámos a encontrar problemas no que diz respeito à possibilidade de rotação do ecrã do iPad pelo que tivemos de voltar a pensar numa alternativa de melhor qualidade não só para o menu mas também para todos os elementos que tencionávamos incluir. Nenhum dos elementos do grupo se encontrava satisfeito com o resultado do primeiro storyboard e, por isso, começámos a pesquisar novas soluções. Após algumas sessões de brainstorming, reformulámos o nosso storyboard lo-fi para que fosse mais adequado ao contexto de uso de iPad, tendo em conta um novo paradigma de interação – NUI (Natural User Interface). Assim que tomámos consciência das potencialidades deste paradigma, pensámos que seria boa ideia dotar a nossa aplicação de um carácter exploratório que além de se adequar à temática, traria algo de novo e depertaria a curiosidade das personas que definimos bem como do público em geral.

Página inicial na posição horizontal (storyboard lo-fi II)

Página inicial na posição horizontal (storyboard lo-fi II)

Página inicial na posição vertical (storyboard lo-fi II)

Página inicial na posição vertical (storyboard lo-fi II)

Tanto o menu como o projeto no seu todo são agora muito mais apelativos, interativos e funcionais. Pretendemos assim que o utilizador se sinta compelido a explorar a aplicação, bem como a fazer os movimentos que lhe são inconscientemente sugeridos como o Tap ou o Swype. Deste modo, importa explicar como funciona esta versão do protótipo final; sendo assim, cada item do menu tem um formato variável – pode corresponder a uma imagem/fotografia (.jpg), a um vídeo (.avi) ou a uma página de informação. Se o utilizador fizer Tap num item que corresponda a uma fotografia ou a um vídeo, estes abrirão em fullscreen e será incluída uma seta que permitirá o utilizador regressar ao menu inicial (estas questões ainda estão a ser pensadas). Se o utilizador clicar numa página de informação, terá acesso a algo semelhante à imagem abaixo:

Página de Resultados na posição horizontal (storyboard lo-fi II)

Página de Resultados na posição horizontal (storyboard lo-fi II)

Página de Resulatdos na posição vertical (storyboard lo-fi II)

Página de Resulatdos na posição vertical (storyboard lo-fi II)

Cada página de informação deve dizer respeito a cada um dos elementos previamente definidos como sendo as “categorias do menu” e que são a “Cápsula”, o “Balão”, o “Fato”, o “Pára-quedas”, a “Comunicação” e as “Câmaras”. Assim, é possível encontrar, no centro da página, uma imagem ou fotografia do elemento em questão, com vários símbolos “+”; quando o utilizador fizer Tap em cima de cada um deles, é-lhe mostrado o segundo nível de informação que anteriormente havíamos falado. Aqui apenas serão incluídas questões mais avançadas e que só utilizadores curiosos irão querer visualizar. Em baixo, encontra-se informações base no formato pergunta resposta que interessarão a todos. O acesso ao menu inicial faz-se por via de uma seta, onde o utilizador deve fazer Swype.

Este storyboard, tal como o próprio nome indica, está sujeito a alterações, muitas das quais advêm dos testes com utilizadores e com o próprio refinamento do projeto; as mudanças que forem feitas, no seguimento do trabalho, irão dar origem ao storyboard médium-fi e, posteriormente, ao hi-fi, o que nos permitirá obter um protótipo final com a melhor qualidade possível.

Por: Ana Castro, Luísa Gomes & Sara Macedo

Bibliografia:

MSDN MAGAZINE, (página consultada a 28 de Setembro de 2012). “The Power of Personas” Dr. Charles B. Kreitzberg and Ambrose Little [em linha]. Disponível em: URL: http://msdn.microsoft.com/pt-br/magazine/dd569755.aspx

SKLAR, Joel; Principles of Web Design, Paperback, 2009

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"Nothingness, non-existence, black emptiness."

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