Testes de Usabilidade Vol.2 # Projeto 1

Nesta segunda fase de testes de usabilidade decidimos apresentar aos utilizadores três storyboards medium fi correspondentes às versões do protótipo final desenvolvidas até à data. Tomámos esta decisão pois achámos relevante confrontar os utilizadores com um leque de soluções distintas para que, deste modo, pudessemos perceber as fragilidades e os pontos fortes do projeto.

As três versões mostradas aos utilizadores foram as seguintes:

  1. Protótipo com barras coloridas (anteriormente testado);
    Protótipo com barras coloridas (ipad na posição horizontal)

    Protótipo com barras coloridas (ipad na posição horizontal)

    Protótipo com barras coloridas (ipad na posição vertical)

    Protótipo com barras coloridas (ipad na posição vertical)

  2. Protótipo com barras coloridas acompanhadas de ícones (não testado);
    Protótipo com barras coloridas e ícones (ipad posição horizontal)

    Protótipo com barras coloridas e ícones (ipad posição horizontal)

    menu-vertical+ipad-icones

    Protótipo com barras coloridas e ícons (ipad na posição horizontal)

  3. Protótipo em que o menu se encontra em perspetiva e que possui imagens de destaque, que vão alternando de acordo com o Swype  realizado pelo utilizador (não testado).
    Protótipo com menu em perspetiva e com imagem em destaque (ipad na posição horizontal)

    Protótipo com menu em perspetiva e com imagem em destaque (ipad na posição horizontal)

    Protótipo com menu em perspetiva e com imagem em destaque (ipad na posição vertical)

    Protótipo com menu em perspetiva e com imagem em destaque (ipad na posição vertical)

A produção desta última versão foi deveras influenciada por um teste que a Sara fez, no dia 3 de Dezembro em MIrandela, especificamente a um utilizador de iPad, cujas características encaixam nas personas traçadas no modelo conceptual. A familiarização do utilizador  com o dispositivo permitiu-lhe interagir com o nosso projeto de uma forma diferente e mais construtiva.

Algumas ações deste utilizador coincidiram com as dos utilizadores testados anteriormente, nomeadamente o Swype nas imagens do menu da página inicial. Para este utilizador também não foi percetível a distinção entre galeria de imagens e menu. Ainda sobre a página inicial, este sugeriu que tivessemos um icone que permitisse o acesso a uma imagem do Google Maps que mostrasse o local onde Felix Baumgartner saltou e aterrou. Acrescentou ainda que o menu poderia ter uma imagem em destaqu, que iria alternando, assim que o utilizador fosse fazendo Swype. No que diz respeito às imagens e aos vídeos da galeria, este utilizador estava à espera que, após o Tap, surgisse uma galeria, tal como é habitual no iPad.

Relativamente às páginas de informação, o utilizador tentou fazer zoom na imagem, com recurso aos movimentos Spread e Pinch. Nesta questão foi-nos aconselhado que, no caso de optarmos por não incluir a possibilidade de fazer estes movimentos na aplicação, deveriamos adicionar um botão que permitisse ver a fotografia em Full Screen. Apesar de ser uma boa sugestão, achamos que poderá retirar qualidade à fotografia, bem como o facto de não deixar o utilizador os movimentos supra-mencionados.

À semelhança do que aconteceu com utilizadores previamente testados, este também afirmou que a seta presente não lhe indicava o movimento Swype; acrescentou que, se fizesse esse movimento estava à espera que lhe aparecesse outra fotografia e não que voltasse à página inicial. Quanto à distribuição do espaço, foi sugerido que, se o texto fosse grande o suficiente e fosse necessário fazer scroll, a imagem deveria acompanhar o texto. Em princípio não teremos necessidade de o fazer pois a quantidade de texto não o justificará.

A sugestão final deste utilizador foi que fosse disponibilizado um motor de busca interno na aplicação, algo que foi testado com o grupo de utilizadores a ser mencionado a seguir.

Os testes realizados no dia 4 de Dezembro tiveram lugar no Pólo de Ciências da Comunicação, sendo que a metodologia usada foi a mesma dos testes anteriores. A única diferença foi que, desta vez, mostrámos o protótipo nas suas diferentes fases, como já foi previamente mencionado.

Inicialmente, mostrámos a primeira versão do protótipo final e deparámo-nos com as mesmas conclusões que haviamos apurado nos testes anteriores. Tal seria de esperar, todos os utilizadores fizeram Swype para os restantes elementos, sendo que nem todos perceberam que se tratava de um menu. Houve um utilizador que se apercebeu imediatamente que era um menu mas, mesmo assim, preferiu que este estivesse representado com os ícones.

Quando foi mostrado o protótipo número dois, já com as barras e os respectivos ícones a identificar os tipos de conteúdo, todos os utilizadores se aperceberam que era um menu.  Além disto, todos concordaram na inclusão das barras de cor acompanhadas pelos respetivos icones, afirmando que assim não há possibilidade de surgirem  situações ambíguas.

No que diz respeito aos elementos fotográficos e de vídeo presentes no menu, vários utilizadores sugeriram que, assim que se faz Tap, pudesse surgir uma galeria de fotografias ou vídeos. No que diz respeito ao layout desta, foram sugeridas duas opções:

Opção 1: Assim que se clica no elemento presente no menu que corresponde a uma fotografia ou a um vídeo, este aumenta o seu tamanho (sem ocultar os restantes elementos do menu) e, ligeiramente abaixo, surge uma sequência de fotografias ou de vídeos para que o utilizador possa visualizar, se assim entender. A navegação entre os itens da sequência seria feita através de Swype;

Opção 2: Assim que se clica no elemento presente no menu que corresponde a uma fotografia ou a um vídeo, é aberta uma nova página que contém a fotografia ou vídeo em tamanho maior. Abaixo desta, é apresentada uma grelha com fotografias ou vídeos para que o utilizador possa ver, se desejar.

Somente no que diz respeito aos vídeos, alguns utilizadores sugeriram ainda que, no caso de queremos incluir um número reduzido dos mesmos, poderiamos colocá-los no menu e, assim que o utilizador fizesse Tap, poderia visualizá-los, de imediato, em Full Screen. Nesta situação deveria ser facultado um botão para que o utilizador pudesse voltar para o menu a qualquer momento da visualização. A sugestão aceite – tanto para fotos como para vídeos – foi a número dois por remeter, mais propriamente, ao universo iPad e por não causar tanto ruído visual como a outra solução.

Quanto às páginas de informação, convém referir que estas não sofreram quaisquer alterações desde os primeiros testes, tendo em conta que as críticas aos utilizadores testados não o justificaram. Uma vez mais, a gestão do espaço foi do agrado geral e o movimento selecionado para abrir os “+” foi o Tap, como previsto. Alguns utilizadores fizeram Spread e Pinch na imagem que contém “+”, o que nos revelou a necessidade de adicionar a possibilidade de executar estes movimentos, algo que não tinhamos ponderado antes. Um dos utilizadores chegou mesmo a fazer Double Tap para fazer zoom automárico na imagem, o que revela um conhecimento mais aprofundado da ambiência interativa do iPad.

Ainda sobre as páginas de informação, os utilizadores tiveram, uma vez mais, dificuldade em associar a seta presente do lado esquerdo, à sua função – retroceder para o menu da página inicial. Vários utilizadores sugeriram que a forma da seta fosse alterada para que a sua função original fosse devidamente assumida. Assim, o respetivo elemento deveria ser ligeiramente curvo e o movimento feito pelo utilizador deveria ser o Tap.

No que diz respeito à inclusão de um motor de busca interno, este não foi bem aceite por este grupo de utilizadores, que averiguaram que o volume de informação presente na aplicação não justifica a possibilidade de efetuar pesquisas. Além disto, a forma como a informação está organizada, assim como a possibilidade de o utilizador construir o seu próprio percurso informativo, reforçam o facto de não haver necessidade de incluir este mecanismo.

Por fim, é possível concluir que, ao serem comparados as três versões do protótipo final, foi unânime que o terceiro, que possui o menu com imagens de destaque, é o mais atractivo, dinâmico e, acima de tudo, interativo. Além disso, encontra-se perfeitamente enquadrado no conceito de descoberta, aliado ao paradigma de Natural User Interface. Concluímos, de igual modo, que os testes com utilizadores têm sido extremamente proveitosos no desenvolvimento do nosso projeto e o facto de sentirmos que estamos a evoluir cada vez mais na procura de uma solução adequada é, sem dúvida, motivador.

Nota: Neste texto não se encontra presente a imagem da página de informação porque não sofreu quaisquer alterações apesar de também ter sido testada.

Por: Ana Castro, Luísa Gomes & Sara Macedo

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"Nothingness, non-existence, black emptiness."

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