Testes de Usabilidade Vol.1 # Projeto 1

Após termos concluído o storyboard lo-fi e medium-fi achámos por bem avançar para os testes com os utilizadores. Esta etapa do ciclo de desenvolvimento do produto reveste-se de especial importância tendo em conta que os resultados obtidos nesta fase serão absolutamente determinantes para a continuação do projeto. Isto porque, com o feedback das personas selecionadas, será possível melhorar a nossa aplicação em termos de interatividade, usabilidade e de design (área que se encontra nos interstícios das que foram previamente referidas e que as une, fomentando a coerência e a consistência do projeto final).

Deste modo, recorrendo ao Photoshop, inserimos as imagens correspondentes ao storyboard lo-fi e medium-fi numa outra que representa um ipad. Esta decisão prendeu-se com o facto de querermos fornecer indicações, de forma imediata, ao utilizador, sobre o meio em que a aplicação se encontrava. Além disso, elaborámos duas versões de ambos os storyboards – uma horizontal e outra vertical, algo que se prende com a ambiência ipad e que pode condicionar o projeto de variadíssimas formas. De seguida, selecionamos um conjunto de gestos que considerámos pertinente e que constou dos gestos: Drag, Tap, Spread, Pinch e Swype (retirados dos websites http://gesturecons.com/ e http://www.lukew.com/ff/entry.asp?1071). Assim, procedemos à impressão das imagens e dos gestos em papel e partimos para o terreno em busca de pessoas que correspondessem às nossas personas. Recordamos, de forma breve, que estas são jovens entre os 18 e os 35 anos que gostam de acompanhar a atualidade nacional e internacional, revelando especial interesse por temas culturais e de tecnologia assim como por novas narrativas multimédia.

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi, emoldurada com um ipad na posição horizontal

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página inicial), emoldurada com um ipad na posição horizontal

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página inicial), emoldurada com um ipad na posição vertical

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página inicial), emoldurada com um ipad na posição vertical

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página que abre quando se abre um elemento de informação do menu) , emoldurada com um ipad na posição horizontal

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página que abre quando se abre um elemento de informação do menu) , emoldurada com um ipad na posição horizontal

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página que abre quando se abre um elemento de informação do menu) , emoldurada com um ipad na posição vertical

Imagem correspondente ao storyboard medium-fi (página que abre quando se abre um elemento de informação do menu) , emoldurada com um ipad na posição vertical

Os testes foram feitos a quatro possíveis utilizadores diferentes e o local escolhido para a realização dos testes foi o Pólo de Ciências da Comunicação pelo facto de se inserir numa realidade próxima e também por ser um sítio onde facilmente se encontram pessoas que correspondam ao público-alvo a que se destina a nossa aplicação. No que diz respeito à metodologia utilizada, esta baseou-se na visualização das imagens previamente mencionadas, acompanhadas de outra imagem com os gestos possíveis. Depois de uma breve introdução ao nosso projeto, fomos fazendo perguntas que pudessem revelar que tipo de ações é que o utilizador faria num dado contexto e/ou situação. Foram também feitas perguntas que se relacionavam com o design da aplicação, algo muitíssimo importante devido às áreas que este influencia, como já foi mencionado previamente. Por fim, perguntámos que sugestões é que os possíveis utilizadores tinham para melhorar a aplicação.

Os resultados obtidos nesta primeira fase de testes tiveram tanto de revelador como de surpreendente; muitas conclusões vieram ao encontro do que já estávamos à espera, o que é bastante positivo. No entanto, outras foram extremamente construtivas, fazendo-nos ver aspetos que precisam de ser alterados e/ou melhorados e que nos tinham passado ao lado, talvez pela estreita convivência com o projeto.

Assim, no que diz respeito à página inicial, todos os utilizadores optaram pelo movimento Swype para ver todos os itens do menu e todos concordaram que a barra de cor que cada item possui permite diferenciar o tipo de ficheiro. No entanto, todos concordaram que esta tática do uso da cor seria bem mais eficaz se se fizesse acompanhar por uma legenda que indicasse a que formato corresponde cada cor de ficheiro presente no menu. No que diz respeito à dúvida que tínhamos sobre a colocação de uma barra , no fundo da página, que indicaria o número de itens presentes no menu, os utilizadores referiram que não importa ter conhecimento da quantidade de elementos, tendo referido mesmo o verbo “descobrir”, o que foi ao encontro da nossa lógica que pretende apostar numa lógica exploratória. Por fim, metade dos utilizadores que participaram nos testes afirmou que o menu se assemelha a uma galeria fotográfica, o que indica que há uma forte necessidade de refinar pormenores ao nível do design gráfico.

No que diz respeito à página que é gerada depois de se clicar num elemento do menu que corresponde a informação, a maioria dos utilizadores utilizou o movimento Tap para abrir o símbolo “+” e afirmaram que a gestão do espaço útil foi bem conseguida – a separação entre a imagem que contém um segundo nível de informação e o texto de base que usufrui de uma lógica de pergunta-resposta é adequada. No entanto, um utilizador não gostou da gestão do espaço e sugeriu que a imagem ocupasse todo o ecrã e que o texto base deveria aparecer também sobre esta, em sítios com menor densidade de elementos visuais. Outro utilizador sugeriu que talvez a estética da aplicação pudesse ser refinada de modo a que esta deixasse de ser tão tradicional, chegando mesmo a lembrar o Power Point; alegou ainda que a cor preto tem uma presença demasiado forte na aplicação. Ambas as sugestões foram bem recebidas, tendo todos os elementos do grupo concordado com a mesma e demonstrando vontade em refinar a aplicação ao nível do design. Quanto à forma como se deve regressar à página inicial, a maioria dos utilizadores fez Tap em vez de Swype, que seria o esperado. Um utilizador fez Swype da direita para a esquerda, alegando que esta forma de retroceder é mais inata e natural, algo que também defraudou as nossas expectativas. O mesmo utilizador sugeriu que, em vez de ter apenas uma seta, deveríamos colocar várias e fazer um efeito que levasse o utilizador a compreender o Swype. Deu, como exemplo, o efeito que o sistema Android tem aquando do desbloqueio do ecrã, o que não deixa margem para dúvidas acerca do movimento de Swype.

Em suma, concluímos que ainda é necessário refinar vários aspetos ao nível do design gráfico, da interatividade e da usabilidade da aplicação. Importa referir que, durante os testes de usabilidade, reparámos que o paradigma das GUI encontra-se extremamente implantado na mente de quem testámos (e que vai ao encontro das nossas personas). Atitudes simples como reduzir tudo a cliques – e até mesmo deixar de parte a folha de gestos – bem como afirmar que a aplicação é mais apelativa esteticamente quando o ipad se encontra em posição horizontal, comprovam o firme ancoramento do paradigma das GUI. Este facto fez-nos (re)pensar se o cariz exploratório do nosso projeto deve ser menos vincado, o que nos deixa um pouco descontentes pois esse era um dos pilares e quiçá um dos pontos fortes da aplicação.

Concluindo, a primeira fase de testes com utilizadores foi bastante produtiva, permitindo-nos avançar no trabalho de forma construtiva e sensata. A próxima fase está para breve e já se encontra agendada para segunda-feira, dia 3 de Dezembro. Desta vez, pretendemos aumentar o número da amostra de utilizadores para que as conclusões possam ser mais expressivas. Além disso, efetuámos algumas modificações na aplicação que pretendemos testar e comparar com o trabalho desenvolvido anteriormente, tendo sempre como objetivo máximo a busca das soluções mais adequadas e de melhor qualidade possível.

Nota: O título e o lead das imagens são meramente ilustrativos. Como ainda não sabemos que título vamos dar ao trabalho (e, por conseguinte, que lead havemos de escrever), decidimos por bem não deixar em branco.

Por: Luísa Gomes, Patrícia Castro & Sara Macedo

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"Nothingness, non-existence, black emptiness."

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